É tarde! Estrela-d’alva! o lago é turvo.
Dançam fogos no pântano sombrio ...




É tarde! Estrela-d’alva! o lago é turvo.
Dançam fogos no pântano sombrio.
Pede a Deus que dos céus as cataratas
Façam do brejo — um rio!

Mas não!... Somente as vagas do sepulcro
Hão de apagar o fogo que em mim arde...
Perdoa-me, Senhora!... eu sei que morro...
É tarde! É muito tarde!...
Rio de Janeiro, 3 de novembro de 1869